Quando os hackers tentam roubar empresas, eles não se limitam apenas a phishing, MITM e malwares: eles realizam ataques cibernéticos especializados e direcionados a empresas.
Nas duas partes anteriores, falamos sobre os tipos de ciberataques direcionados a usuários comuns, visando roubar suas informações pessoais, dados de contas e dados bancários.
Nesse novo artigo falamos sobre quais ataques os hackers usam para
Também conhecido como ameaça interna, esse tipo de ciberataque é impossível sem a ação dos funcionários da empresa. Funciona da seguinte forma: um dos funcionários da empresa obtém acesso aos arquivos importantes e os rouba, vendendo-os em forma de base de dados na internet ou chantageando a administração da empresa.
Esse tipo de fraude ocorre com frequência em pequenas empresas, pois os funcionários têm acesso imediato a várias contas com dados. Eles podem facilmente abrir um arquivo importante e roubá-lo.
Para isso, em primeiro lugar, a empresa deve ter um sistema de segurança bem desenvolvido. Além disso, é necessário configurar diferentes níveis de acesso para os funcionários, de acordo com suas responsabilidades.
As empresas também devem treinar seus funcionários para reconhecer ameaças internas e entender quando um hacker está tentando manipulá-los.
Os ataques às vulnerabilidades dos servidores DNS podem ser divididos em duas ameaças:
Substituição do site legítimo por um falso: No sistema de servidores DNS, o endereço do recurso real é substituído por um falso, e quando alguém digita o endereço, o servidor DNS comprometido redireciona a solicitação para páginas falsas.
Comprometimento de informações: Devido à alteração para um falso endereço IP, os golpistas podem obter informações pessoais dos usuários. Nesse caso, o usuário sequer suspeitará que suas informações estão sendo comprometidas.
O ataque funciona da seguinte forma: o hacker altera o endereço IP real do site no sistema DNS para um endereço falso. Quando alguém acessa o recurso, é redirecionado para o site falso sem perceber a diferença, já que o endereço do site falso não será diferente do original.
Por exemplo, se o DNS do site site.com for substituído por uma cópia, todos os links na internet levarão ao site falso. E para evitar que as pessoas percebam a diferença, o hacker copiará o design do site original para que a falsificação não levante nenhuma suspeita.
Isso afetará negativamente os lucros e a reputação da empresa, pois ela perderá parte de seus clientes e dinheiro. Os usuários enganados podem parar de usar os serviços da empresa e espalhar críticas negativas na internet.
Existem outras formas de fraude com DNS, mas elas são mais complexas do que a simples troca de IP de um site seria necessário um artigo separado para explicá-las. No entanto, a essência é a mesma: o servidor do usuário começa a reconhecer o DNS falso como sendo o verdadeiro.
Também conhecido como ataque DDoS, nesse caso, os golpistas direcionam uma quantidade enorme de tráfego e solicitações para um determinado site, a fim de esgotar seus recursos e capacidade de banda, deixando o servidor fora de operação.
O grande volume de tráfego é criado usando botnets: uma rede de computadores que são controlados simultaneamente. Inclusive, os computadores nessa rede são usuários comuns, mas que infectaram seus dispositivos com malware especializado.
Vamos entender com um exemplo. Imagine uma via expressa de três faixas em que centenas de carros circulam sem congestionamentos. A estrada foi projetada para a quantidade de carros que passarão por ela durante o dia.
Agora imagine que, em vez de centenas de carros, o regulador de tráfego redirecione milhares de carros para a estrada simultaneamente. A via expressa ficaria completamente congestionada e apenas alguns carros conseguiriam sair no momento certo e chegar ao destino no horário esperado. Essencialmente, é assim que ocorre um ataque DDoS - o hacker envia centenas de solicitações ao servidor e ele não consegue lidar com a carga.
Seria possível passar muito tempo falando sobre os diferentes tipos de ataques DDoS, mas precisaríamos de um artigo separado. Nesse, nos limitaremos a uma breve explicação.
Existem alguns tipos principais de DDoS:
Inundação de tráfego: é uma tentativa de sobrecarregar os recursos disponíveis de um site e utilizar toda a sua largura de banda. Quando muitas solicitações chegam ao site simultaneamente, o servidor fica sobrecarregado rapidamente devido a, por exemplo, atualizações frequentes da página. Isso acaba resultando em erros, pois o servidor não consegue lidar com a carga de trabalho.
Ataque volumétrico: nesse caso, bots enviam solicitações para o servidor e aguardam a resposta. Se uma grande quantidade de tráfego for enviada, a resposta do servidor será mais lenta e, eventualmente, o servidor cairá.
Ataque de protocolo: nesse caso, solicitações são enviadas de diferentes endereços IP e direcionadas a pontos fracos do servidor. Os hackers enviam solicitações inválidas ao recurso, fazendo com que ele caia ao tentar processá-las. Esse tipo de ataque não requer uma botnet grande.
Faça backups: faça uma cópia de segurança dos recursos regularmente e as armazene em locais criptografados. O importante é que as cópias estejam disponíveis para implantação rápida.
Estabeleça um departamento de resposta: treine os funcionários sobre como lidar com ataques DDoS e como preveni-los.
Crie um departamento de resposta na empresa: treine os funcionários para que eles saibam tanto como lidar com ataques DDoS quanto como preveni-los.
Crie planos de notificação de emergência: prepare e-mails para clientes, fornecedores de serviços e funcionários em caso de ataques DDoS
Alguns outros princípios de segurança:
Use certificados SSL;
Utilize hospedagem confiável;
Implemente proteção anti-DDoS fornecida pelo provedor de hospedagem
Às vezes, os hackers pegam URLs de sites reais e tentam acessar páginas restritas do recurso. Por exemplo, eles podem acessar "www.mysitename.com/admin" para entrar no painel de administração ou digitar "www.yoursitename.com/.bak" para acessar arquivos de backup.
Proteja o painel administrativo: para isso é necessário controlar quem tem acesso ao painel administrativo do site. Além disso, oculte o painel administrativo de fraudadores, alterando o endereço de "mysite.com/admin" para outro diferente do modelo padrão. Use também senhas complexas para acessar a conta e configure a filtragem de endereços IP.
Para controlar efetivamente o painel administrativo, é preciso:
Passar todas as solicitações por um sistema de controle de acesso;
Negar acesso automático, isso é, rejeitar solicitações que não tenham sido especificamente autorizadas.
Configurar permissões e privilégios mínimos para todos os usuários, programas ou processos.
Um ataque de dia zero é um tipo de fraude em que hackers detectam vulnerabilidades no sistema de segurança de um recurso e as utilizam para roubar informações. A expressão "dia zero" indica que o proprietário do recurso acabou de descobrir a vulnerabilidade e tem "zero dias" para corrigi-la.
Normalmente, até que os hackers ataquem ninguém sabe sobre a vulnerabilidade, o que faz com que os fraudadores tenham tempo de escrever um código malicioso e implantá-lo no software. Esse tipo de código também é chamado de código de exploração.
Para se proteger contra ataques de dia zero, usuários comuns e empresas devem:
Atualizar programas e sistemas operacionais: os fabricantes de software sempre coletam informações sobre problemas de segurança e lançam novas versões com menos vulnerabilidades ou totalmente livre delas.
Usar apenas um conjunto necessário de programas: quanto mais aplicativos estiverem instalados em seu computador, maior a chance de algum deles ter uma vulnerabilidade que pode ser explorada por hackers.
Utilizar um firewall de rede: em português “parede de fogo”, e raras vezes também traduzido como corta-fogo, firewall é uma barreira protetora entre o dispositivo e a internet. Ele bloqueia recursos de suspeitos e de phishing listados em seu banco de dados. Na prática, é um filtro que deixa passar tráfego seguro e bloqueia tráfego suspeito.
Treinar os funcionários da empresa: às vezes, um ataque de dia zero ocorre devido à negligência dos funcionários. Por exemplo, eles instalam um aplicativo com uma vulnerabilidade sem saber e devido a isso colocam a empresa em perigo. O conhecimento das regras básicas de segurança na Internet entre os funcionários ajudará a aumentar a segurança dos dados da empresa.
Utilizar antivírus: esses softwares detectarão possíveis ameaças e as bloquearão.
Injeção de SQL é um método de invasão em que os hackers obtêm acesso a bancos de dados de um site. Nos bancos de dados, eles podem alterar informações de usuários ou roubá-las. A injeção de SQL é realizada por meio de código JavaScript malicioso no site. Mais detalhes sobre como os hackers usam JavaScript para espionagem e roubo de informações foram discutidos em um artigo separado.
Em 2019, um hacker roubou centenas de milhares de dados de cartões bancários usando injeções de SQL. Ele roubava informações de cartões de pagamento a partir de bancos de dados de sites e as vendia em plataformas online ilegais.
Em um ataques XSS, hackers inserem código JavaScript, ActiveX, Java, VBScript, Flash e até HTML malicioso em um site. Quando um usuário acessa o site que contém esse código malicioso, os hackers executam comandos especiais para processar e salvar informações confidenciais do usuário.
Em um site de internet banking, por exemplo, tais códigos podem armazenar dados de login da conta bancária ou outras informações do usuário.
CSRF é um ataque a um site por meio de um site fraudulento ou script. Ele obriga o navegador do usuário executar uma ação indesejada no recurso em que o usuário está autenticado. Para que o ataque funcione, o usuário deve clicar em um link fornecido pelos hackers.
Por exemplo, uma pessoa está autenticada em um site bancário e acidentalmente abre um link fraudulento que solicita uma transferência de dinheiro para a conta de um ladrão. Uma vez que o usuário está autenticado em sua conta, o banco processa a transação sem o conhecimento do cliente.
Manter o código do site limpo e seguro, além de seguir algumas outras regras (para proteção contra SQL): programadores podem fornecer informações relevantes sobre o que incluir no código do site, como lidar com placeholders e variáveis, em sites como Stack Overflow ou CodeProject.
Os conselhos que damos são:
Desative a exibição de erros: a exibição de erros é uma função útil durante o desenvolvimento de um site para correção de problemas. No entanto, uma vez que o site está online e em funcionamento, é melhor desativar a exibição de erros, pois um hacker poderia ver quais são as vulnerabilidades do site e explorá-las como bem entender.
Não divulgue o código do site em fóruns: se você precisar de ajuda com o seu site, nunca exiba o código em fóruns especializados como o Stack Overflow.
Evite em postagens fornecer detalhes sobre a temática do seu site, seu endereço ou o serviço de hospedagem que utiliza. Quanto mais informações um fraudador obtém sobre o recurso, maior o risco de invasão.
Utilize a versão mais recente da linguagem: nas versões antigas de linguagens de programação, há sempre mais erros conhecidos pelos hackers. Eles podem explorar vulnerabilidades conhecidas como quiserem, a fim de assumir o controle do recurso e inserir código malicioso.
Em versões mais recentes da linguagem, essas vulnerabilidades são corrigidas, e é improvável que algo seja invadido usando esses métodos.
Utilize ferramentas de sanitização (para proteção contra XSS): sanitização é a limpeza do código de elementos maliciosos e suspeitos. Na prática, uma biblioteca sanitizadora especial, como o DOM Purify, é incorporada ao código do site. Ela pode filtrar o código considerado inseguro.
Confirme a ação de usuários (para proteção contra CSRF): para que ocorram alterações em um recurso, como um pagamento feito pelo usuário, podem ser solicitadas ações de confirmação adicionais. Por exemplo, o usuário pode ser solicitado a inserir um captcha. Um script não poderá ultrapassar essa proteção.
Estão inclusos:
Conjunto de WAF (Firewall de Aplicação Web);
Firewall de Rede (FW);
Prevenção contra perda de dados (DLP);
Proteção de e-mail.
É um firewall de aplicação web que detecta e bloqueia ataques. O conjunto de WAF ajuda a identificar tráfego malicioso e determinar quais ataques foram direcionados a sistemas críticos para os negócios. Portanto, os conjuntos de WAF auxiliam as empresas na proteção contra ataques à lógica de negócios de seus aplicativos.
Basicamente, são barreiras em torno da infraestrutura de TI da empresa que protegem a rede e previnem o acesso não autorizado. Os firewalls de rede filtram o tráfego de entrada e saída, excluindo conexões de rede indesejadas, sem bloquear solicitações seguras.
Os sistemas DLP são usados em redes corporativas para monitorar e proteger todo o tráfego da empresa. Eles detectam acessos não autorizados a informações por parte de usuários não autorizados, bloqueiam tentativas de transferir dados corporativos importantes e garantem a conformidade com políticas de privacidade.
Configura-se um gateway de e-mail para filtrar todas as mensagens e bloquear as que são maliciosas, ou seja, as que contêm links ou anexos maliciosos.